Por que a Copa do Mundo 2026 nos EUA está ficando impossível para muitos brasileiros

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Nesta última semana vivemos um momento histórico: a convocação da Seleção Brasileira pelo técnico Carlo Ancelotti e a expectativa em torno do nome de Neymar. Foi memorável e inesquecível para todo brasileiro, onde quer que esteja.
Mas neste artigo quero contar algo diferente — a minha experiência de quem está vivendo nos Estados Unidos em 2026, e também os relatos e opiniões de amigos brasileiros e hispânicos que moram aqui.

“Morar nos EUA não significa conseguir viver a Copa”

Quando anunciaram a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, eu pensei que finalmente iria realizar um sonho que parecia impossível quando ainda morava no Brasil: assistir a um jogo da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo.
Morar nos EUA parecia uma vantagem enorme. Eu imaginava estádios lotados, brasileiros cantando juntos, aquela energia que só o futebol consegue criar. Mas a realidade foi bem diferente do que eu esperava.

Os preços que ninguém te conta

Em janeiro de 2026, comecei a pesquisar os preços dos ingressos. O choque foi imediato — alguns estavam na faixa de 2.000 dólares. Agora em maio, ainda encontro ingressos por cerca de 1.600 dólares.
E isso é apenas o ingresso.
Porque quando você soma estacionamento, alimentação, gasolina, taxas e tudo que envolve o evento, assistir a um jogo vira praticamente um investimento financeiro.
Os jogos que mais queria ver eram Brasil x Croácia em Miami e Colômbia x Portugal. Mas chega um momento em que você para e se pergunta: vale a pena entrar em dívida por causa de um jogo?
Muita gente ao meu redor está fazendo loucuras para conseguir ir. E talvez a parte mais frustrante seja justamente essa — morar nos Estados Unidos e não conseguir viver algo que parecia tão próximo.

A Copa sempre teve cara de povo

A Copa do Mundo sempre foi um evento popular. Família reunida, churrasco, amigos gritando na sala, ruas pintadas, bandeiras nas janelas. No Brasil, mesmo quem tinha pouco dinheiro conseguia sentir que fazia parte daquele momento.
Hoje parece diferente.
A sensação é que os grandes eventos esportivos estão ficando cada vez mais distantes da população comum. E não estou falando só de quem ganha em real — estou falando de quem ganha em dólar também.
A economia mundial não está favorecendo ninguém.

O que mais pesa quando se mora fora

Confesso que isso me bateu forte. Uma das memórias mais marcantes da minha vida sempre foi assistir à Copa do Mundo com a minha família no Brasil. Aquela sensação simples de estar junto, torcendo, vivendo o momento — sem precisar gastar fortunas para isso.
Talvez seja exatamente isso que pesa quando a gente mora fora.
Você percebe que algumas experiências começam a virar luxo. E que a distância não é só geográfica — às vezes é financeira também.

Mas e você?

Você pagaria mais de 1.500 dólares para assistir a um jogo da Copa do Mundo? Me conta nos comentários — tenho curiosidade de saber como outros brasileiros que moram aqui estão encarando isso.

Conclusão

A Copa de 2026 vai ser histórica. Vai acontecer aqui, no país onde eu moro, e mesmo assim pode ser que eu assista da mesma forma que assistia no Brasil — na frente de uma tela, com amigos, torcendo com o coração.
E sabe o que? Talvez não seja tão ruim assim.
Porque no final das contas, o futebol nunca precisou de ingresso caro para unir as pessoas.

Um livro que me ajudou muito a encarar momentos como esse foi O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Ele fala sobre como valorizamos o momento presente e como muitas vezes buscamos experiências externas para nos sentir completos — quando na verdade o que realmente importa está bem na nossa frente. Se você está longe de casa e sentindo o peso da distância, vale muito a leitura.
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Você está nos EUA e também está acompanhando os preços da Copa? Conta nos comentários abaixo! Me manda uma mensagem no Instagram @_oleonardomachado ou inscreva-se na newsletter e receba novos artigos diretamente no seu e-mail.

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